domingo, 10 de março de 2013

Cartas









Cultivo sentimentos que por pura diversão gostam de se desmanchar no papel. Eles correm de mim para a tinta da caneta e se derramam em palavras. Envelopo para o destinatário carinho em forma de poesia.
Cartas, dizem por ai ser velharia, coisa antiga que com a vida moderna de hoje em dia não rima. Eu até concordo em gênero e número, mas não em grau de amor e amizade, não em grau de sensibilidade. 
A rima para mim começa na folha arrancada do caderno e se dá o clímax na escolha da cor do envelope. A distância fica menor quando sinto a folha e olho a letra de perto. A carta leva a energia que palpita no ser na hora de escrever.
Mandar cartas é uma das minhas formas de abraço.

Meire Oliveira

domingo, 3 de março de 2013

Árvore-ser






Uma árvore me lê com a clareza do seu verde. Minhas palavras perto dela viram poesia. Na natureza eu arvoreço rimas e acordo passarinhos. Viro bordadeira de encanto a cada linha que minha alma anima. Minhas palavras têm asas e voz, elas preparam voos. E o que as fazem voar são os sentimentos que levam nas pontas das asas. Arvoreci em palavras para descrever pontos de luz.

Meire Oliveira


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