sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Azul da cor do céu






Tenho a alma azul da cor do céu. Alma que está mergulhando em novos caminhos, mais amplos e arejados. Repousada no colo da serenidade, dançando de braços dados com o tempo. Sou rainha do meu próprio reino, firme nos meus conceitos e mansa no coração de eterna princesa encantada pela vida e seus brilhos escondidos.

Sou a única responsável por mim e pela minha felicidade e não transfiro essa responsabilidade pra terceiros, pois EU só me conjugo na primeira pessoa do singular. Me amo, me aceito e não me recuso. E foi respeitando essa primeira pessoa que aprendi a respeitar e querer bem as outras todas que me cercam, pois somos parte de um Todo; luzes que bailam juntas no Universo, tecendo as rimas do mesmo verso. 

Percebo que quando me dói por dentro, basta algumas gotas de ternura para fazer qualquer dor cintilar e se transformar em amor, que brota irradiando luz.
 
Somos cercados de detalhes que muitas vezes deixamos passar, esquecendo de seu inestimável valor. Uma mão que segura a nossa, um sorriso inesperado, palavras enviadas com carinho, passos que caminham em sintonia.

Salvação não existe, o que existe é somente a auto-salvação, quando nos propomos a nos ajudar da maneira que merecemos, quando nos propomos a mergulhar em nossa alma pra conhecer seus cantos mais escondidos, desses e de outros tempos. 

Todos os caminhos são válidos se nos levam a nós, todas as mãos estendidas bailam conosco essa dança de beleza e sincronicidade que é a vida, escrita em rimas ou não, o importante é seguirmos o caminho que mais nos agrada.

No enlace entre mar e céu, luz e sombra, o azul se faz mais intenso e vivo.



Meire Oliveira 

 

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A heroína da capa rasgada






Ela passou a vida voando de um lado pro outro, mas de tempos em tempos despia da capa e se deixava cair e ficava ali sem pedir ajuda, estirada no chão. Ela era cada sentimento que passava por sua cabeça e nunca gostou da superfície, sempre mergulhou. E por mergulhar sentia cada fagulha de alma que havia em tudo. Sentia cada detalhe que corria no vão mais escondido e isso nem sempre era bom, porque misturava em seu peito o bem e o mal. Tinha o dom de captar num olhar muito mais do que palavras poderiam explicar, era o que fazia de melhor: sentir.

Mas numa queda brusca demais, ralou os joelhos e sua capa fora rasgada. Não era mais a sempre forte, a que mantinha todos ao redor em pé. Descobrira na queda, que de heroína só tinha a capa e que de humana tinha as lágrimas, as quais não precisava sentir vergonha de deixar rolar. Na sua imensa e intensa humanidade chorou pra lavar a alma e unir sua luz e sua sombra.

Quando começou a abrir as dores, a escancarar as feridas, foi quando elas começaram a cicatrizar, a doer menos, a amenizar. A ex- heroína estava começando a aprender o significado da palavra dividir, que era até mágica, transformava muitas vezes uma casa dolorida numa mais arejada e florida.

Sentada na janela do seu quarto estava começando a entender o que era metamorfóse, mas não esperava borboletas, sabia que ela era a própria.

A vida é rasa e ao mesmo tempo de uma profundez que abrange corpo e alma juntos. De neutra não tem nada, sua cor pode ser preto e branco ou multicolorida, meio termo não tem. Aquela mulher que usava capa, que não sentia dor, que não chorava, ficou pra trás. Hoje ela está ciente de que é frágil, de que tem seus limites e do mesmo jeito que respeita o limite alheio, tem aprendido a respeitar o seu. E ela sabe que não é difícil quando ela quer ficar bem, principalmente com ela mesma.

Ela está na estrada caminhando, vai assoviando e aprendendo a falar mais de si, a respiração está mais tranquila porque ela percebeu que o que realmente importa é  respirar amor e h(ar)monia e que não é feio doer, mas o que faz mal é se esconder. 

Tem dentro de si um tesouro guardado e tem percebido que ser humana não é um bicho de sete cabeças.


Meire Oliveira

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Por trás das nuvens





Mas existem momentos em que nossa luz interna se esconde por trás de nuvens. Nessas horas é preciso não temer a escuridão, mas enfrentá-la por mais doloroso que seja. É necessário expandir o sol interior pra que haja a verdadeira iluminação.

Meire Oliveira 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Apesar da dor pinta vida com amor






Para embalar seu coração,

Que apesar da dor, não te esqueças o quão gigante é seu interior e que de tamanha luz é regada todos os dias pelo anjo que te cuida e te protege. Sem que você perceba, baixinho em teu ouvido ele faz uma prece.

Que a aflição não impeça sua vista de enxergar o Sol que há dentro de ti. Que você saiba abraçar a dor e saia caminhando com ela, de mãos dadas. Aceite-a, compreenda-a e juntas vocês poderão fazer uma nova canção, mais bonita, cheia de esperança e vida. Porque essa, por mais que seja algumas vezes doída, sempre continua. 

E da caixinha de surpresas que o Universo te manda todos os dias, sei que ainda vai encontrar deliciosas alegrias, recheadas de encanto e magia pra te fazer sorrir. E eu desejo que o vento envolva tua alma em mansa quietude e que você jamais esqueça que ainda pode alçar os mais belos voos.

Que apesar da dor, você possa pintar a vida com harmonia, paz e amor. 

Meire Oliveira

Experienciar para poder conectar

É preciso sentir, é preciso pulsar. É preciso viver, experienciar. A vida implora a necessidade do mergulho em cada processo. Por...