domingo, 15 de julho de 2012

Infinitos de mim






Caminhando sinto as pegadas ficando pra trás com traços que me pertencem. São passos que eram diferentes, andavam apressados, querendo chegar a um lugar incerto. Queriam chegar a um lugar fora de mim. Depois de um longo tempo hoje meus passos sabem chegar até meu coração que é onde tenho morada fixa, onde pertenço totalmente a mim, onde me abraço, me desfaço e me refaço.

A olhar o que fui ontem enxergo uma miragem que não me assusta ou causa estranhamento, apenas sinto uma distância, mas ao mesmo tempo amor por tudo que fui, porque sei que em cada momento fiz o melhor que pude e por tudo SOU no presente da maneira mais inteira. E não vejo só as lamentações, mas as conquistas que celebrei. 

Sou feita de tristezas e alegrias, sou doçura ácida, meiga com a braveza de uma leoa, sou o infinito que mora em minha alma de uma ponta à outra. Viver é um eterno descobrir-se e redescobrir-se, e isso é o que traz encanto a dança da vida.

A maior benção que posso dar e receber é amor, o resto vem somente da mesma fonte que ele, do fundo de meu ser. Vivo de asas sempre abertas e no meu jardim tem sempre mais espaço pra renascimentos.
Plantar levezas é entender das aventuras que podemos viver quando se aprende a voar fora e dentro de si.



Meire Oliveira


Experienciar para poder conectar

É preciso sentir, é preciso pulsar. É preciso viver, experienciar. A vida implora a necessidade do mergulho em cada processo. Por...